Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 25 de outubro de 2011

O mundo será testemunha da reinvenção de um  artista. É quando José Paes de Lira, o Lirinha, disponibiliza para  download as músicas de seu novo álbum. Mais pop que nunca, Lira fica  melhor a cada audição e já chega como sério candidato a melhor álbum do  ano. Suas doze faixas refletem a necessidade de demarcar um novo  território, ao mesmo tempo em que revelam um eficiente trabalho de  estúdio. É o trabalho mais pessoal de Lirinha, que, por inquietações  estéticas, encerrou o Cordel do Fogo Encantado em fevereiro de 2010.

Fonte: http://dev.aquipe.com.br/divirtase/nota.asp?materia=20110911132838&assunto=100&onde=Viver

 Baixar novo CD: http://www.josepaesdelira.net/#!disco-lira/vstc6=download

Essa semana teremos shows do própio! certeza que o meu ingresso já está garantido!
27 e 28 no sesc Vila Mariana as 21h.

Tá em choque?
vito!

Read Full Post »

A Universidade Estadual Paulista (UNESP), através da Cultura Acadêmica (um dos braços de sua editora principal), está disponibilizando 120 títulos acadêmicos em formato digital para download gratuito. Os livros estão divididos em 23 áreas do conhecimento e são voltados para estudantes de graduação e pós-graduação que precisam de material de apoio para desenvolver projetos acadêmicos.

Confira quais são os livros disponibilizados: 

Read Full Post »

Dirigido por Sérgio Rossini, o especial do Canal Brasil traça a biografia de Mussum, desde sua passagem pela música, cantando e tocando reco-reco no grupo “Os Originais do Samba”, no início da década de 60, até o sucesso ao lado dos trapalhões Renato Aragão, o Didi, Manfried Santana, o Dedé, e Mauro Gonçalves, o Zacarias. No filme, é Dedé quem conta as histórias mais emotivas.

Ta em choque?
vito! 

Read Full Post »

Este final de semana, estava assistindo no Canal Brasil, um programa muito interessante chamado “O Som do Vinil”.

O Som do Vinil é um programa musical brasileiro produzido pelo Canal Brasil e pela Bravo Produções, é apresentado pelo músico Charles Gavin, e enfoca LPs marcantes da discografia brasileira. Com duração de 30 minutos, o apresentador entrevista, quando possível, o autor, seus familiares e pessoas da produção para revelar detalhes técnicos e de bastidores da obra.

E o assunto do programa era o LP chamado  Tropicalia ou Panis et circencis, o qual tornou-se símbolo não só do movimento tropicalista como também da vertiginosa movimentação cultural que tomou conta do Brasil no final nos anos 1960.

Eu assisti a primera parte, a segunda parte vai ao ar dia 28/10 ás 21h30 e reapresentado no sábado 29/10 ás 13h30.

Foi muito interessante o programa, e não teria como não ser,  afinal a Tropicália, Tropicalismo ou Movimento Tropicalista foi (em linhas gerais) um movimento cultural brasileiro de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968.

Segue um texto de Arnaldo Antunes sobre a Tropicália:

A Tropicália mudou definitivamente nossa sensibilidade e mentalidade estética, política e comportamental, derrubando “as prateleiras, as estantes, as vidraças” entre o urbano e o rural, o interior e o litoral, o bom e o mau gosto, o popular e a vanguarda, o chiclete e a banana, o chique e o kitsch, o berimbau e a guitarra, o bangue-bangue e o tamborim, as raízes e as antenas, o luxo e o lixo (como no emblemático poema de Augusto de Campos, com todas as variantes positivas e negativas que podem sugerir as duas palavras, e os atritos entre elas).

Com uma lúcida compreensão da múltipla realidade brasileira, deu expressão às diversas vozes que a compõem, sem descaracterizá-las ou satirizá-las, sem esconder seus contrastes ou hierarquizá-las, mas criando condições para que elas aflorassem numa linguagem vigorosa, através de procedimentos (a colagem, a mistura, as fusões rítmicas e vocabulares, o construtivismo formal e a surpreendente espontaneidade) que as punham em situações inéditas de conexão ou confronto.

Batman e macumba, iê-iê e obá, viraram um amálgama sonoro-semântico (ou verbivocovisual, na expressão dos concretos), que rompia as fronteiras de preconceitos muito arraigados, inaugurando a possibilidade da convivência, sem traumas, de valores até então inconciliáveis.

A partir desse limite (ápice) não havia mais volta. A cultura plural, cosmopolita e libertária se instituiu como uma realidade palpável, abrindo caminho para novas experiências poético-musicais, que se desdobraram em várias outras linguagens.

É sintomático o fato do eixo dessa revolução ter se dado no terreno da música popular, integrando alta voltagem de invenção com a comunicação de massas (em conexão com a moda, o design, as histórias em quadrinhos, a televisão, o rádio, o cinema e a cultura pop de uma maneira geral), em lugar da literatura e das artes plásticas, em torno das quais se articularam outros marcos de nossa modernidade, como a Semana de 22 e a Exposição Nacional de Arte Concreta, de 56.

A Tropicália moldou e modulou uma síntese ácida e doce (“policiais vigiando/o sol batendo nas frutas/sangrando”, “hospitaleira amizade/brutalidade jardim”, “bomba e Brigitte Bardot”) da cultura brasileira, expondo suas nervuras e contradições mais profundas, e libertando-nos para assumi-las como uma possível identidade. O convívio com as diferenças e a exploração criativa de suas férteis colisões expôs um retrato vivo do Brasil daquele tempo, e dos Brasis de todos os tempos.

Este livro é uma reflexão sobre o disco-manifesto Tropicália, mas também um reflexo do que ele semeou. As diferentes abordagens, estilos, pontos de vista e criações gráficas a partir de suas doze canções, ilustram, em seu mosaico diversificado, o quanto aquelas conquistas encarnaram em nossa realidade cultural o espírito de invenção, de mistura, de afirmação vital das nossas potencialidades.

O Panis et circencis era só o começo.

Arnaldo Antunes

Então, pensando nesse programa, logo veio a dica de livro para hoje:

Tropicália de Ana de Oliveira

O livro, idealizado e organizado pela pesquisadora Ana de Oliveira, é composto por doze ensaios inéditos, de autores diferentes, um ensaio para cada uma das doze canções que compõem o LP. Textos que misturam memória, análise, encantamento, documentação, teoria, prática, filosofia, poesia, pão e circo, formando um livro único no Brasil, dedicado especialmente a um único disco.

Acesse o site, é bem interessante. Dá pra ficar um tempão lendo e entendendo o tropicalismo e pensando: “caramba, queria ter feito parte disso!!!”

Tá em Choque?

GABI!

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: