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Archive for janeiro \26\UTC 2012

A contemporaneidade nos faz perceber a diferença entre a existência e o existir virtualmente e/ou publicamente. A mera existência física já não assegura mais um existir social: “Você não tem Facebook? Não. Então tem Orkut? Não. Ah, então tem Twitter? Não. Ohhhhh”. Para garantir sua existência é necessário que seja agregada outra existência, agora vivida na telerrealidade, ou melhor dizendo, nas ondas da Web. E isso não é tudo, pois não basta somente ter uma existência virtual, é necessário que esta ainda seja publicamente compartilhada…..

Será que se pode definir essa obrigação de existir virtualmente um mal-estar da atualidade?

Esse existir virtual invariavelmente esta acompanhado de uma forma narcísica de ser e viver, da qual me falta paciência para aturar, onde todas as trocas conectadas se tratam apenas de falar de si, de mostrar-se, de até mesmo exibir por vezes os assuntos mais íntimos de suas vidas privadas.

Como conseqüência dessa vida virtual aberta, a satisfação pessoal está cada vez menor. A comparação com os demais é constante, mesmo que involuntariamente. E em contraponto, para combater essas inseguranças internas, sente-se cada vez mais a necessidade de reconhecimento alheio. As pessoas estão se adoentando sem perceber, cada vez mais ansiosas e ansiando tudo cada vez mais. Mais fotos legais, mais amigos, mais acontecimentos, e tudo cada vez mais, e para que? Para compartilhar, oras, e esperar os “likes” e “coments”… E os sentimentos que preenchem a existência das redes sociais são a vaidade e a carência. Claro que eu também tenho minha dose dessa patologia senão não escreveria neste blog, porém a era pós-moderna potencializa a “doença” em proporções assustadoras. Me dá desespero ver as pessoas com os dedos saltitantes na tela do celular sem parar, por tempo indeterminado, trazendo problemas no trabalho, com amigos, nos relacionamentos, e para a própria pessoa, pois acaba virando uma obsessão saber de tudo e de todos sempre !!!

E como fugir disso tudo? O que pode ser melhor do que as redes sociais? Como dica, deixo as sugestões que “Alain de Botton” escreve no livro “Desejo de Status“: Filosofia? Religião? Arte? Política? Boemia?

O que sinto ao ouvir sobre o Facebook e afins é que a era do exibicionismo veio para ficar e não há ritual comunitário social algum que possa reverter esta tendência.

Não faço parte das redes sociais virtuais, não por radicalismo, mas sim por pura falta de paciência. Não quero saber da intimidade das pessoas, mas as informações chegam mesmo sem eu querer saber…

Os “amigos” (desprendidos de presença ou possuindo na maioria dos casos apenas uma vivência instantânea à distância) passam a ser construídos, destruídos, reconstruídos, abandonados, retomados, com apenas algumas informações que podem ser verdadeiras ou não. A imagem passada por cada um é forjada, montada e calculada…..

Sem generalizações, afinal eu sei que existem novas formas de partilhar informações, novas formas de se expressar e de participar socialmente com idéias, frases, argumentos…… A vida virtual não é apenas exibicionista, em alguns casos é sim expressiva, interativa, participativa e está em busca de interação múltipla…

Através das redes sociais é possível ter acesso a muitas informações de forma rápida. É possível atingir um grande número de pessoas em apenas um click.

Eu tentei fazer parte do facebook, mas prefiro pesquisar e buscar as atualizações contínuas em outros lugares mais específicos. E quando preciso me comunicar com as pessoas, ainda prefiro o uso do email ou telefone.

Não é suficiente ???

Não sei ao certo se me falta um pouco mais da geração z, egocentrismo ou apenas paciência……

Leia também: “O Poder de Imersão do Facebook”

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Com gravações raras, feitas entre os anos 50 e 80, a coleção JazzCuba, da Warner Music lançada em 2007 é uma coleção das boas pra quem gosta de musica latina.

São 10 títulos embalados em digipack com textos e informações sobre as tais gravações de grupos, instrumentistas e cantores que cruzaram a ponte entre o jazz e os ritmos cubanos.

Segue a relação dos 10 títulos da luxuosa série:

Volume 1: Chucho Valdes
Volume 2: Bebo e Chao
Volume 3: Chico O’Farril
Volume 4: Guapacha
Volume 5: Irakere
Volume 6: Los Amigos
Volume 7: Los Papines & Ruben Gonzalez
Volume 8: Peruchin
Volume 9: Divas e Orquestra Cubana de Musica Moderna
Volume 10: Orquestra Cubana de Musica Moderna

Eu ouvi o volume 10 e me apaixonei pela Orquestra Cubana de Musica Moderna.

Mas lógico que os outros devem ser tão bons quanto, já que o Chucho Valdes (volume 1), formou junto com o Saxofonista Paquito D’Rivera, a Orquestra.

Paquito, depois de 2 sendo regente resolve sair da Orquestra e  junto com mais 8 músicos  formam o Irakere (volume 5).

Está tudo entrelaçado, as histórias se cruzam, afinal são contemporâneos, levando em consideração que Jazzcuba concentra-se na evolução da música entre os anos 1950 e 1980.

Jazzcuba - Vol. 10

Ouço sempre que preciso de uma trilha sonora para leitura. É uma música dinâmica, não me deixa com sono e fica aparte da minha leitura, consigo prestar atenção na leitura enquanto sou embalada involuntariamente pela música.

Estão todos a venda no Submarino, e o preço varia de R$ 19,90 (Vol.8 e Vol.3) à R$34,90 (vol.10)

 Me gusta mucho !!!

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Eu gosto de Milan Kundera, o primeiro livro que eu li dele foi “A Insustentável Leveza do Ser”, inclusive já fiz até um post aqui.

E aí, ontem no blog da Companhia das Letras, estava a sinopse deste livro que ainda não conhecia.

Gosto de Kundera, porque ele consegue descrever e incorporar a personalidade de suas personagens femininas de uma forma que eu consigo me ver em algumas delas.

Não que essa seja a função da literatura, mas quando identificamos algo que nos rodeia no que lemos, a leitura fica muito mais agradável.

Kundera escreve de uma maneira simples e ao mesmo tempo poética. Ao ler seus livros, chego até a arrepiar e pensar: “Eu poderia ter escrito isso……….”, ou melhor “Eu QUERIA ter escrito isso”

Me interessei, e claro, já está na minha lista de livros à comprar.

Está a venda na Companhia das Letras, por apenas R$26,00

Sinopse: Jaromil cresce na Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas. Para o júbilo de sua mãe, manifesta já na infância o dom de criar rimas. O menino pouco conhecerá o pai, que é preso pela Gestapo e morre num campo de concentração. Assim, é a mãe quem vai cuidar para que seja um grande poeta. O jovem, porém, se entusiasma com a revolução e põe sua arte a serviço da sociedade socialista. Para o desespero da mãe, ele não faz mais versos rimados. Agora redige palavras de ordem. O poeta quer ser livre e pertencer a algo maior, e ele não está sozinho. A seu lado estão Rimbaud, Lermontov, a poesia da afirmação, da embriaguez. Mas Jaromil nunca será verdadeiramente livre, pois o universo que o gestou não lhe permitirá emancipar-se de suas amarras.

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Ultimamente tenho pensado muito a respeito de como estamos vivendo, normalmente tenho crises existenciais  individuais: “Por que eu estou aqui mesmo? Pra onde eu vou? O que devo fazer?, porém de uns tempos pra cá tenho pensado globalmente: “Porque as pessoas estão vivendo assim? O que falta para se sentirem confortáveis no mundo? Porque o crack está dominando as pessoas dessa forma? Porque está aumentando os casos de depressão e ansiendade?

Então cheguei a algumas conclusões acerca da felicidade, consumo, bem estar, essas coisas……

E o que percebo é que hoje em dia vivemos numa cultura do bem estar, e as pessoas esperam e trabalham tanto para poder usufruir do consumo, do lazer e das marcas. Dessa forma, o número de hiperconsumidores vem aumentando num ritmo acelerado. As pessoas que receberam uma educação consumista e não podem se beneficiar disso vivem com um sentimento de frustração, de autodesqualificação e de fracasso pessoal, praticamente uma autosabotagem. Depender da saúde pública, economizar como hábito para sobreviver, privar-se de muitas coisas, não conseguir equilibrar o orçamento: nessa era consumista, o subconsumo traz consigo a vergonha de si mesmo, de autoestigmatização, o sentimento de insignificância.

O capitalismo da forma como está hoje, não deveria, mas aumenta a miséria interior e o ressentimento de viver uma “existência menor” daqueles que não podem ter acesso a essa felicidade consumista almejada pelos mais ignorantes. Ignorantes a muitas coisas……E muitas vezes ignorantes porque querem, porque preferem se dedicar a outras coisas…….

A sociedade desse consumo exagerado é a do “sempre mais”, mas não há “sempre mais felicidade”. Me parece que todos querem ganhar sempre mais, ter sempre mais, aparecer sempre mais…. isso porque a oferta não cessa de ampliar-se……….em todos os canais de comunicação, em todo lugar…….

O que percebo e o que me faz perguntar “E a felicidade, é quando?” é que me parece que de um lado, toda a sociedade está voltada para essa corrida ao consumo e de outro, não se consegue criar e/ou aumentar a felicidade.

A impressão que eu tenho é que para se chegar à resposta será necessário esperar mais, para algumas pessoas……

Ou ficar consciente do mundo em que estamos vivendo e ficar aparte disso, deixando essas inquietações passarem pra lá e pra cá.

Estou bastante ligada na desorientação das pessoas em virtude da explosão de informações que estamos presenciando. E essa desorientação quanto ao que faz as pessoas felizes é só um ponto a se pensar….

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Conheci esta banda ontem, através de uma amiga, mais especificamente minha sócia nos projetos culturais.

Ouvi no Ipod dela, umas três músicas apenas, o suficiente para gostar do som e ter vontade de ouvir todas as músicas……….

Então para escrever este post fui dar uma pesquisada sobre a banda…..

A Filial é um grupo de rap, fundado em 2000 no Rio de Janeiro, por Edu Lopes.

O grupo, que já passou por diferentes formações, se caracteriza por uma linguagem de fusão do rap com a música regional brasileira e experimentações com diferentes elementos da musica mundial.

A banda tem um site que foi para o ar em novembro do ano passado. É um site onde se pode acompanhar mais de perto um pouco da rotina, obter dicas, desabafos, idéias, o andamento e lançamento de novos sons, vídeos e tudo mais que puder passar pelo modem. Pode-se ouvir e/ou baixar os dois álbuns + ep da banda.

R$ 1,99 - 2008/2009

Quem Menos Tem É Que Mais Oferece - 2006

EP - 2001

Ouvi boatos que logo logo nascerá um novo álbum acompanhado de shows aqui em SP !!!

Eu aviso…………

 Site: www.afilial.com.br

Uma das músicas que eu ouvi ontem foi “Verso Versátil” uma parceria com Bnegão e é do álbum “Quem menos tem é quem mais oferece”.

Trecho da letra:

Eu sou apenas uma ferramenta, empenhada no reparo de uma velha estrutura que não sustenta,

Uma reta que arrebenta o que era concreto, demolindo o império de modo discreto.
Começar de novo, degustando, desfrutando de um novo sabor
Que não é professor, mas educa com ardor, pela arte com amor, propondo uma nova noção de valor

Somos como escultores, pintores , escritores, obras de todas as formas, quadros de todas as cores,

Somos como geradores, transmissores de energia, seletores de freqüência
Educadores aprendizes, portadores da centelha divina,
Somos todos nós, sem exceção acredite ou não, falta de percepção da situação, compromete drasticamente seu campo de visão.

 

 

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Encontrei no blog da Revista Bravo de hoje, um vídeo bem curtinho sobre Mônica Nador. Confesso que não a conhecia, mas logo de cara me pareceu ser uma pessoa inspiradora.

Seria interessante tomar um cafézinho e trocar conversas, para inspirar e aprender um pouco mais sobre criatividade, pró-atividade, solidariedade……

Como é que eu posso ajudar, sendo artista plástica?

Como é que eu vou trabalhar com inclusão social, com emancipação humana?

Porque não me interessa ser uma artista plástica com essa base que a gente tem. Qual é a glória?

Nos anos 80, a paulista Mônica Nador já se questionava sobre o formalismo acadêmico na pintura. Duas décadas depois, instalou-se no bairro Jardim Miriam, na periferia de São Paulo, onde fundou o Jardim Miriam Arte Clube (JAMAC) . O espaço funciona como um ateliê aberto aos moradores locais.

Em sua nova exposição Cubo Cor – Autoria Compartilhada , ela assina as obras em conjunto com o grupo. A exposição está em cartaz até 02/03/2012

CUBO COR – MÔNICA NADOR [AUTORIA COMPARTILHADA]
Luciana Brito Galeria
De 19.11.2011 à 02.03.2012
R. Gomes de Carvalho, 842
Vila Olímpia – São Paulo
lucianabritogaleria.com.br

No blog da exposiçao é possível ver os trabalhos com estencil……. Eu que trabalho com estamparia corrida têxtil, tive várias idéias das boas……….

Assista ao vídeo sobre o trabalho da artista:

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O Social Media Week é um evento global realizado simultaneamente em 21 países e focado em refletir sobre como as mídias sociais estão impactando e mudando governos, corporações e a sociedade como conhecemos.

O objetivo do #SMWSP em 2012 é discutir a extensão comportamental e mercadológico dessas mudanças. Pensando nisso, as atividades vão estar divididas em 4 espaços dentro do Museu da Imagem e do Som: Think Tank Stage, Learning Stage, Practice Room e Brainstorm Room.

As mídias sociais estão mudando governos, corporações e a sociedade. Hoje elas influenciam em nosso modo de expressar ou comportar e até mesmo na economia.

Com a direção criativa de Bia Granja, curadora do youPIX (maior festival de cultura de internet do Brasil) e co-curadora da área de Social Media da Campus Party Brasil, o Social Media Week São Paulo está marcado para acontecer entre os dias 13 e 17 de fevereiro no Museu da Imagem e do Som.

O evento acontece em 12 cidades simultaneamente e foca na discussão do impacto das mídias sociais no comportamento e as mudanças que elas causam nas empresas, no marketing e até mesmo na publicidade.

As atividades serão divididas em 4 espaços dentro do MIS: Think Tank Stage, Learning Stage, Practice Room e Brainstorm Room. E no último dia, o evento terá uma agenda especial, com discussões espalhadas por várias agências na capital paulista, onde cada empresa monta sua própria agenda com palestras, cafés da manhã, happy hours ou workshops, tornando assim o evento colaborativo e obtendo uma visão mais profunda e rica das mídias sociais no Brasil.

Veja a agenda completa e inscreva-se no site socialmediaweek.org/saopaulo.

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