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Archive for the ‘Livros’ Category

Depois de um semestre cheio de autores que gastaram muito a minha cabeça…..

Autores que me fizeram ler e reler algumas coisas, pois eram assuntos e pensamentos novos para mim….

Dentre eles: Greimàs, Bystrina, Dietmar Kamper, Edgar Morin, Muniz Sodré, Luigi Zoya, Paul Virilio, Mircea Eliade, Wizinga, Amit Goswani, Umberto Eco, Baudrillard, Siegel, Trivinho, e alguns outros….

Meu cérebro deve estar um pouco maior até, pois mais desenvolvido com certeza………

Ah, agora posso me deleitar num romance água com açúcar, posso viajar nas histórias………é disso que preciso….viajar em histórias, pensar pouco, preciso de coisas que estão prontas onde preciso somente formar a imagem, a cena em minha cabeça……..

Preciso disso, contos curtos que me fazem viajar pelos mares da imaginação, pois o que li nesse início de ano me fizeram viajar por lugares sérios, lugares onde os pensamentos estavam somente pensando, sem sorrisos, sem erros, com roupas escuras e com uma governanta com roupa marrom de olho em todos os meus gestos…..

E então, hoje antes de sair de casa, dei uma olhada em minha estante de livros e elegi um para me acompanhar por esses dias……..

Secreções, Excreções e Dasatinos de Rubem Alves

É um livro com 15 contos……..

Gosto da forma como escreve, seus desfechos inesperados, a indiferença do narrador e o que une os contos são hábitos escatológicos dos personagens.

São histórias prontas que criam cenas fora do comum para a grande maioria das pessoas….

E pra mim, lógico…….. Um cara que prevê o futuro pela leitura das fezes, uma mulher com menstruação sem regras, um quarentão obcecado por sêmen, um jovem traído que chupa o sangue do inimigo são alguns dos personagens ………

Não sei se Rubem Fonseca estava apenas tirando um sarro quando escreveu o livro, apenas brincando, ou se pretendia fazer realmente do assunto uma coisa séria. O que vem à minha cabeça é que vivemos procurando pela beleza estética e filosófica, e sempre externa, e mesmo quando interna é aquela beleza de bondade e ternura, sem lembrar que há muito mais do que ternura dentro de nós. Há gases, flatulências, líquidos viscosos, transpirações, suores, odores, texturas esquisitas, e botamos tudo para fora uma hora ou outra.

Ah se botamos !!!!

Porque nossas secreções e excreções acabam se tornando desatinos?

“É preciso que os artistas desexcomunguem o corpo, investiguem as secretas e obscuras relações entre corpo e mente, esmiúcem o funcionamento do animal em todas as suas interações” (Rubem Fonseca)

Eu indico, pois acho que vale a pena conhecer e criar essas cenas escatológicas que são tão difíceis pensar, por falta de hábito mesmo !!!

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Por enquanto só deixo a sinopse do livro, mas pegarei o meu exemplar na quinta-feira (24/05/12) e tão logo eu finalizar a leitura, trago minhas impressões. Mas adianto que minha intuição afirma que este livro é incrível !!!

Sinopse:

Este livro dá seqüencia ao “História da Beleza”.
Aparentemente beleza e feiúra são conceitos com implicações mútuas, e, em geral, entende-se feiúra como oposto da beleza, tanto que bastaria definir a primeira para saber o que seria a outra. No entanto, as várias manifestações do feio através dos séculos são mais ricas e imprevisíveis do que se pensa habitualmente.
E, assim, tanto os textos antológicos quanto as extraordinárias ilustrações deste livro nos fazem percorrer um surpreendente itinerário entre pesadelos, terrores e amores de quase três mil anos, em que movimentos de repúdio seguem lado a lado com tocantes gestos de compaixão e rejeição da deformidade se faz acompanhar de êxtases decadentes com as mais sedutoras violações de qualquer cânone clássico. Entre demônios, loucos, inimigos horrendos e presenças pertubantes, entre abismos medonhos e deformidades que esfloram o sublime, entre freaks e mortos vivos, descobre-se um veia iconográfica vastíssima e muitas vezes insuspeitada.
 
 
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Dietmar Kamper, professor de sociologia da Universidade Livre de Berlim e um dos grandes expoentes da nova sociologia alemã, discute como o trabalho, que é o principal elemento de integração do indivíduo na sociedade capitalista, vai saindo das oito horas que lhe são dedicadas conforme regem as leis laborais e se apoderando de todas as circunstâncias da vida das pessoas. Um ensaio instigante, especialmente num momento em que o discurso dos apologistas da tecnologia afirma que a técnica está livrando o homem do trabalho.

Gosto muito de pesquisar temas com referência ao bem estar do homem atrelado a tecnologia em ascenção. Temas que relacionam o mundo virtual, o trabalho, o consumo, a indústria cultural me fazem megulhar fundo nos estudos. E este livro com certeza entrará nas referências bibliográficas de um não tão próximo artigo….

Por isso este livro já está na minha lista de livros pra ler, mas está difícil de encontrá-lo.

No site do CISC (Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura) tem um texto de Kamper, Birke Mersmann e Norval Baitello Junior  muito interessante, vale a pena dar uma lida……O título é “Sobre o Futuro da Visibilidade”.

Aliás, no site do CISC tem vários textos interessantes

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Escrevi um ensaio sobre o Poder de Imersão do Facebook, para entender o porquê de as pessoas ficarem tão dependentes e aficcionadas por essa rede. Para escrever este ensaio, mergulhei em um autor chamado “Nicholas Carr” que escreveu o livro “Geração Superficial” e “Janet Murray” que escreveu “Hamlet no Holodeck“. Além de me aprofundar um pouco no tema da Dependencia em Internet, e em alguns artigos do psiquiatra Daniel Spritzer.

Segue um trecho do artigo, caso queira o texto na íntegra, baixe aqui

O intuito deste ensaio é analisar o poder de imersão tão elevado que o Facebook possui, capaz de produzir praticamente uma dependência dessa rede.

O Facebook tem o poder de deixar os usuários num transe imersivo, tal como quando um contador de histórias capta nossa atenção e faz com que fiquemos profundamente absortos, neste estado liminar, cheio de sensações e emoções reais causadas por objetos “imaginários”.

A cada post inserido no mural surgem níveis de ansiedade mais ou menos elevados, relacionados com a necessidade de obter feedback dos amigos, tal como acontece noutras formas de dependências. Os likes e os comentários positivos podem acarretar picos de bem-estar que são transitórios e viciantes enquanto a ausência de reações e comentários negativos podem trazer um vazio muito semelhante ao vazio da ausência do vicio.

Entra-se nessas redes sociais virtuais como um ritual, com o interesse e a curiosidade pela vida dos outros. Da mesma forma que esse interesse é alimentado quando é postado qualquer fato da vida pessoal. Essas mídias sociais oferecem um tipo de Bigbrother, porém muito mais instigante, pois os usuários não são apenas espectadores, são protagonistas, antagonistas e coadjuvantes da própria história e das dos outros.

 

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Lugi Zoja aborda o fenômenos da adicção por um viés junguiano. Zoja considera a dependência de drogas como um resultado da tentativa de re-ritualização, de vivenciar aspectos arquetípicos da iniciação que foram reprimidos pela cultura ocidental moderna. Vai abordar essa temática observando de que forma os modernos, em diferença com os primitivos, lidam com o consumo de substâncias psicoativas. Enquanto o consumo em sociedade originais é estruturado através de ritos o consumo contemporâneo normalmente está ligado a um pseudo-rito moderno, isto é, o consumismo e sua conseqüente dependência. Essa abordagem passa, portanto, por uma tentativa de integrar um viés arquetípico, um viés psicológico e um viés sociológico.

O argumento de Zoja é que, mediante o desaparecimento de rituais institucionalizados (rituais religiosos), o homem moderno ficou sem uma vivência que media aspectos conscientes e inconscientes durante a vida, resultando num  “desenraizamento”. Como todos temos a necessidade de ritos, este aspecto da psique teria se tornado inconsciente e, quando reprimido e não elaborado, acaba se tornando sombrio.

O foco de Zoja é na dependência e não no consumo não dependente, ou que porventura seja benéfico ao usuário.

Pode comprar aqui

Vou utilizar este livro para fazer um artigo sobre o filme Trainspotting. Quando ficar pronto publico aqui no blog !!!

Segue trailer do filme de 1996, dirigido por Danny Boyle.

Este é o texto do início do filme:  “Escolha uma vida, escolha um emprego, escolha uma família, uma carreira, uma televisão bem grande, máquina de lavar, carros, cd player, abridor de lata elétrico… por que eu ia querer isso? Preferi não ter uma vida, preferi ter outra coisa! E os motivos? Não há motivos, pra quê motivos se você tem heroína?”

Eba! Terei muito o que escrever…….

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Livros

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Eu tomei conhecimento deste livro mergulhando nos mares da internet e me deu uma enorme vontade de o ler….. Tanto pelo tema quanto pelo autor, que eu gosto muito……(Aeeee Caê !!!)

Mas, infelizmente, essa leitura ficará para depois, já está na minha lista dos livros que quero ler, mas tem tantos antes…….

Não irei me alongar no texto, afinal o que eu sei dele é que foi lançado em 1997, tem 528 páginas e a sinopse – que segue a seguir. E somente isso…… Não ouvi nenhum comentário, não conheço ninguém que leu…..não sei de nada, só sei que quero ler……

Verdade tropical é em parte uma autobiografia: ao mesmo tempo em que descreve sua formação musical e o desenvolvimento de seu trabalho como cantor e compositor, Caetano Veloso narra períodos decisivos de sua vida pessoal – a infância e a adolescência em Santo Amaro, por exemplo, ou o primeiro casamento, a prisão em 68 e o exílio em Londres. Seu tema é também a música popular, sobretudo o tropicalismo, e sua relação com outras manifestações musicais, como a bossa nova, a jovem guarda e os festivais da canção. Num plano mais amplo, Verdade tropical reflete sobre questões que eclodiram nas décadas de 60 e 70, como as drogas, a sexualidade, a ditadura.

Tem aqui por R$68

Pela rede tem para baixar também, é só procurar…..

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