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Lugi Zoja aborda o fenômenos da adicção por um viés junguiano. Zoja considera a dependência de drogas como um resultado da tentativa de re-ritualização, de vivenciar aspectos arquetípicos da iniciação que foram reprimidos pela cultura ocidental moderna. Vai abordar essa temática observando de que forma os modernos, em diferença com os primitivos, lidam com o consumo de substâncias psicoativas. Enquanto o consumo em sociedade originais é estruturado através de ritos o consumo contemporâneo normalmente está ligado a um pseudo-rito moderno, isto é, o consumismo e sua conseqüente dependência. Essa abordagem passa, portanto, por uma tentativa de integrar um viés arquetípico, um viés psicológico e um viés sociológico.

O argumento de Zoja é que, mediante o desaparecimento de rituais institucionalizados (rituais religiosos), o homem moderno ficou sem uma vivência que media aspectos conscientes e inconscientes durante a vida, resultando num  “desenraizamento”. Como todos temos a necessidade de ritos, este aspecto da psique teria se tornado inconsciente e, quando reprimido e não elaborado, acaba se tornando sombrio.

O foco de Zoja é na dependência e não no consumo não dependente, ou que porventura seja benéfico ao usuário.

Pode comprar aqui

Vou utilizar este livro para fazer um artigo sobre o filme Trainspotting. Quando ficar pronto publico aqui no blog !!!

Segue trailer do filme de 1996, dirigido por Danny Boyle.

Este é o texto do início do filme:  “Escolha uma vida, escolha um emprego, escolha uma família, uma carreira, uma televisão bem grande, máquina de lavar, carros, cd player, abridor de lata elétrico… por que eu ia querer isso? Preferi não ter uma vida, preferi ter outra coisa! E os motivos? Não há motivos, pra quê motivos se você tem heroína?”

Eba! Terei muito o que escrever…….

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Mostra “Olhares Sobre o Movimento Anarquista no Brasil”

O CINECLUBE TERRA LIVRE anuncia a quarta sessão da Mostra “Olhares sobre o Movimento Anarquista no Brasil”, em parceria com o Centro Cineclubista de São Paulo, local de exibição dos filmes.

Esta sessão apresentará três curtas que retratam as práticas de ação direta realizadas no Brasil no século XX. Uma das histórias, ainda pouco conhecida, o Assalto a Rua da Praia ocorrido em Porto Alegre/RS no início do século XX, onde anarquistas russos realizaram um assalto no centro da cidade e as outras sobre o ladrão Meneghetti. Assaltante mítico da cidade de São Paulo que realizou diversos assaltos e fugas espetaculares.

* Dov`e Meneghetti, Beto Brant, Brasil, 1989, 12min

Um retrato da fuga do mais famoso personagem da crônica policial paulistana na década de 1920, Gino Amleto Meneghetti. O ladrão anarquista se notabilizou pela agilidade com que saltava os telhados durante as fugas e pela irreverência com que tratava a polícia.

* Meneghetti, o Gato dos Telhados, Brasil, 2010, 6 min

Entrevista com Mouzar Benedito, autor do livro Meneghetti, o Gato dos Telhados, que conta um pouco a história do ladrão anarquista mais famoso do Brasil.

* A Tragédia da Rua da Praia, RBS TV, Brasil, 2006, 15 min

Documentário sobre o assalto ocorrido na Rua da Praia, centro de Porto Alegre. O assalto é realizado por russos que roubam uma casa de câmbio e seus desencadeamentos.

LOCAL: Centro Cineclubista de São Paulo
Rua Augusta, 1239, sala 13 – São Paulo
Próximo ao Metrô Consolação
Entrada Gratuita

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Segunda-feira (07/11) fui assistir a uma palestra na FAAP. O título da palestra era “JORNALISMO COMO GÊNERO LITERÁRIO: UMA GRANDE HISTÓRIA”.  Com João Gabriel de Lima

A Faap promove estas palestras para divulgar os cursos da pós-graduação. É como se fosse uma aula aberta, pois tanto o tema quanto o palestrante fazem parte da grade curricular do curso.

Pouco tempo atrás assisti uma outra palestra sobre Jornalismo Cultural, os palestrante eram João Gabriel também e a Lucia Santaella. Rendeu até um texto que eu escrevi sobre Maturidade Cultural, Middlebrow e Jornalismo Cultural.

https://taemchoque.wordpress.com/2011/10/19/maturidade-cultural-middlebrow-e-jornalismo-cultural/

Pra quem não sabe, João Gabriel é o diretor da Revista Bravo…….

Palestra

Cheguei um pouco atrasada, e pelo o que eu entendi, ele começou explicando a diferença entre Jornalismo Literário e Crítica Literária…….

Eu perdi esta explicação, mas como o que tem por trás dos textos que eu escrevo é a busca por conhecimento, descobri a diferença…………..

O Jornalismo Literário é um estilo que une o texto jornalístico à literatura, com o objetivo de produzir reportagens mais profundas, amplas e detalhistas, com uma postura ética e humanizada. O Jornalismo Literário é uma mescla de Jornalismo, Literatura e História, praticado com responsabilidade e princípios morais. Ele pode ser expresso através de livros, filmes, programas de TV, artigos de jornais e revistas, meios virtuais, entre outros.

Já a crítica literárias que foi um dos primeiros tipos de crítica, é dedicada a analisar livros, romances, poemas e outras obras de Literatura. É relativa e quase pesoal e, óbvio, mais próprio das vivência de quem a escreve.

Enquanto o jornalismo literário apenas informa, os críticos devem encarar o seu papel de formador de opiniões.

Depois João citou Tom Wolfe e falou também de seus livros.

Tom Wolfe, expoente do novo jornalismo, é considerado um crítico dos bons. Com textos ágeis, ácidos e em linguagem informal, ficou célebre, entre outros, com livros e artigos que criticavam o deslumbramento com os delírios da arte contemporânea. Em um dos trechos, diz: “A arte se tornou inteiramente literária: as pinturas e as outras obras só existem para ilustrar o texto”.

E então passou a nos dizer sobre como surgiu o Jornalismo Literário e para isso nos contou um pouco sobre a Revista Vanity Fair, criada em 1915

Vanity Fair (Feira de Variedades, em inglês) é uma revista americana sobre cultura pop, moda e política.

Esta revista fazia jornalismo escrito por escritores.

Então passou a falar da revista The New Yorker, para mais tarde voltar a nos contar sobre a Vanity Fair.

A The New Yorker estreou em 21 de fevereiro, 1925. Foi fundada por Harold Ross, que desejava criar uma sofisticada revista de humor.

Esta revista é a principal referência de Jornalismo Literário, além de ter feito surgir o New Jornalism:

 New Journalism é um gênero jornalístico surgido na imprensa dos Estados Unidos, na década de 60, que tem como principais expoentes Tom Wolfe, Gay Talese, Norman Mailer e Truman Capote. Classificado como romance de não-ficção, sua principal característica é misturar a narrativa jornalística com a literária. Uma das publicações que popularizaram o novo estilo foi a revista The New Yorker. Em 1956, o escritor americano Truman Capote publicou o perfil do ator Marlon Brando, intitulado “O duque em seus domínios”, que é citado como o primeiro texto do gênero.

Talese define dessa forma o New Journalism: “O novo Jornalismo, embora possa ser lido como ficção, não é ficção. É, ou deveria ser, tão verídico, como a mais exata das reportagens, buscando embora uma verdade mais ampla que a possível através da mera compilação de fatos comprováveis, o uso de citações, a adesão ao rígido estilo mais antigo. O novo jornalismo permite, na verdade exige, uma abordagem mais imaginativa da reportagem e consente que o escritor se intrometa na narrativa se o desejar, conforme acontece com freqüência, ou que assuma o papel de observador imparcial, como fazem outros, eu inclusive.”

Sobre Harold Ross, nos contou que era obcecado por clareza nos textos e por descrições de todo tipo. Ele editou a cada edição da revista desde a primeira (21/02/1925) até à sua morte (06/12/1951).

Para saber mais sobre , há uma biografia dele escrita por James Thurber – trabalhou na revista The New Yorker e teve grande contato com Ross.

The Years With Ross - James Thurber

A revista The New Yorker sempre foi uma revista com alta qualidade literária e mantém o mesmo padrão desde sempre:

* Seção “Talk of the Town”, que oferece interessantes comentários sobre a vida da cidade, cultura popular, e o humor inteligente e perspicaz de suas curtas histórias de humor e suas famosas charges

Texto de ficção

* Ilustração com cartoos

* Reportagens grandes

E então João Gabriel nos contou uma história de um escritor indiano que enviou seus textos para algumas revistas, inclusive para The New Yorker. No entanto, não tinha esperança que Ross ou qualquer funcionário da revista lhe respondesse.

Pois respondeu. Ross encontrou algo no texto e fez a seguinte proposta: “Precisamos fazer algumas modificações no seu texto. Você aceita? Se depois das alterações o seu texto ficar bom, eu publico na revista e te pago. Se não ficar do meu agrado, eu sei quem vai querer publicar e te pagar”. Este escritor, claro que aceitou e Ross começou com as alterações que achava necessário. Depois de muitas idas e vindas do texto, Ross decide publicar na revista. Então, o escritor diz que seria mais verdadeiro se Ross assinasse o texto, afinal depois de tantas alterações o texto não pertencia mais a ele. E Ross lhe respondeu com frase muito interessante: “Eu só te ajudei a deixar o texto mais seu !!!”

Essa história serviu para ilustrar o quanto Ross era cuidadoso com o que iria entrar ou não na revista. Ross era o mecânico dos textos e não o engenheiro, pois ele encontrava com facilidade os problemas do texto

Para Ross, havia 3 pontos chaves para que o texto tivesse qualidade:

1 – Clareza

Os textos literários devem ser extremamente claros. O escritor/ jornalista deve escrever de uma forma que não chame o leitor de burro. Todas as informações devem estar presentes no texto de forma que não pareça que esteja ensinando o leitor

2 – Autoria

Os textos devem estar claros, mas nunca no nível da padronização. Deve-se manter o estilo de quem escreve.

3 – Descrição

Para Ross as descrições devem ser muito boas. Elas são fundamentais.

Uma palavra que Ross não aceitava era a palavra INDESCRITÍVEL.

Primeira grande Reportagem = Marco do Jornalismo Literário

Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o ensaio de John Hersey sobre Hiroshima utilizou uma edição inteira.

A pauta era: “Bomba caiu em pessoas como os americanos”.

Era necessário fazer uma matéria afinal, a guerra havia acabado após os bombardeamento de Hiroshima e Nagazaki. Era necessário dar essa notícia na revista.

Então Hersey foi até o Japão para fazer a matéria. A idéia era descrever a vida dos moradores durante e após o bombardeio.

A reportagem possuia um caráter de romance, pois descrevia a vida dos “personagens”.  Hersey se utilizou de técnicas de ficção para escrever a reportagem

Hersey escrevia e Ross editava, e assim foi durante cerca de um ano.

Para Ross, não importava dar a notícia em cima do fato acontecido e sim dar a notícia de um modo criativo, contemporâneo.

Quando bateram o martelo e concluíram a reportagem, surgiu um problema: a reportagem estava muuuuito grande. O que fazer?

Havia duas opções: dividir a reportagem em 4 revistas seguidas; ou lançar a reportagem toda de uma só vez, fazendo assim, uma edição especial da revista.

Ross ficou com a primeira opção, porém Willian Shaw (2° editor da revista) convenceu Ross de que seria melhor lançar uma edição especial.

E assim foi feito !!!

Resultado: Um trabalho notável, uma história para o The New Yorker sobre os efeitos da bomba atômica derrubados em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945. O artigo contou a história de seis vítimas do bombardeio que transformou-se depois em um livro. Foi lançado aqui no Brasil pela Companhia das Letras.

Sinopse:

A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueu no céu de Hiroshima, deixando cair gotas imensas – do tamanho de bolas de gude – da pavorosa mistura.
Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. O texto tomava a edição inteira da revista The New Yorker, uma das mais importantes publicações semanais dos Estados Unidos. O trabalho do repórter alcançou uma repercussão extraordinária.
Sua investigação aliava o rigor da informação jornalística à qualidade de um texto literário. Nascia ali um gênero de jornalismo que estabelecia novos parâmetros para a maneira de relatar os fatos. A narrativa de Hersey dava rosto à catástrofe da bomba: o horror tinha nome, idade e sexo. Ao optar por um texto simples, sem enfatizar emoções, o autor deixou fluir o relato oral de quem realmente viveu a história.
Quarenta anos mais tarde, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo da história dos hibakushas – as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. Hiroshima permitiu que o mundo avaliasse o inacreditável poder destrutivo das armas nucleares e a terrível implicação do seu uso.

Lillian Ross e William Shawn

Para falar sobre a segunda grande obra do Jornalismo Literário, João Gabriel nos contou sobre Lillian Ross e como consequencia seu caso de amor com William Shawn.

Lillian Ross era jonalista e começou a escrever para a revista The New Yorker em1945. Durante muito tempo, contribuiu para a famosa seção “Talk of the Town”. Em sua escrita, ela faz o narrador tão invisível quanto ela pode.

Ela e William Shawn (editor da The New Yorker de 1952 a 1987, depois que Ross faleceu em 1951) se apaixonaram, porém ele era casado. Então ela se mudou para Hollywood para ficassem distantes.

Lillian Ross conta essa e outras histórias em seu livro de memórias “Here But Not Here: My Life with William Shawn and The New Yorker”

Neste livro de memórias fascinante, Lillian Ross conta a notável história de vida apaixonada compartilhada por 40 anos com William Shawn, editor da revista The New Yorker. Shawn era casado, mas Ross e Shawn criaram uma casa juntos, adotaram uma criança, e viveram com discrição. Suas vidas foram entrelaçadas a partir da década de 1950 até a morte de Shawn em 1992. Ross descreve como eles se conheceram e a conexão intensa entre eles, como Shawn trabalhou com os melhores escritores do período; como, para escapar de sua ligação, Ross se mudou para Hollywood, para depois voltar para Nova York e viverem o relacionamento.

Ved Mehta também escreveu um livro sobre a revista “The New Yorker” durante o mandato do editor-chefe William Shawn: Remembering Mr. Shawn’s New Yorker – The Invisible Art of Editing”

Ved Mehta Parkash, escritor,  nasceu em Lahore, Índia Britânica em uma família hindu. Ele perdeu a visão aos quatro anos de idade, como resultado de um ataque de meningite cerebrospinal. Escreveu mais de 24 livros, incluindo vários que lidam com o tema da cegueira, bem como centenas de artigos e contos, para publicações britânicas, indianas e americanas, como “The New Yorker”, onde foi um escritor de 1961 à 1994.

O livro de Mehta revisita a carreira de William Shawn, que editou “The New Yorker” de 1951-1987. Shawn mudou a enfase da revista da sátira, de seu predecessor Harold Ross, para as reportagens sérias e profundas, sem perder a elegância e integridade que fizeram a fama da revista. Nesta crônica, Mehta constrói uma poderosa ode à “invisível arte” do seu antigo chefe.

Segunda grande obra do Jornalismo Literário: “Picture” de Lillian Ross

Então nessa viagem forçada para Hollywood, ao saber que o diretor John Huston preparava a adaptação para o cinema do romance clássico da literatura norte-americana O emblema rubro da coragem, de Stephen Crane, Lillian Ross, decidiu acompanhar todas as fases da realização do filme. Ross na tentativa de descobrir como realmente funcionava a indústria cinematográfica, seguiu, durante quase dois anos, os passos da equipe de A glória de um covarde (título brasileiro da obra de Huston), desde a confecção do roteiro até o lançamento em Nova York. O resultado deste trabalho está em Picture, título original do livro, que resume em uma única palavra múltiplos significados (quadro, retrato, imagem, descrição, filme). Este filme pode-se dizer que saiu tudo diferente do combinado, para não dizer que deu tudo errado. E por isso mesmo o livro de Lillian ficou recheado de drama sem jamais emitir uma opinião, assim deixa que os fatos e as falas sejam eloqüentes por si mesmos.

Uma característica do jornalismo literário é a de mergulhar na matéria com o objetivo de extrair conhecimento. É uma investigação que permite extrair conhecimento para quem realiza e para quem as lê.

Foi lançado aqui no Brasil pela Companhia das Letras

Leia um trecho

Outros livros interessantes sobre jornalismo literário:

“A Sangue Frio” de Truman Capote

“A Sangue Frio” (In Cold Blood, no original) é um livro escrito por Truman Capote, publicado em 1966. Relata o brutal assassinato de uma família na cidade de Holcomb, localizada no no interior do estado do Kansas, nos Estados Unidos da América, da idéia inicial do crime até a execução dos assassinos. É um “romance não-ficcional”, considerado por alguns a primeira obra do New Journalism.

Truman Capote chegou a Holcomb um mês após o crime. Ele entrevistou familiares das vítimas e dos assassinos, recolheu documentos oficiais, leu cartas e diários, observou, assistiu ao enforcamento dos criminosos. 

No filme “Capote” (2005), com Philip Seymour Hoffman (Vencedor do Oscar de melhor ator pela interpretação de Truman Capote), o foca principal é o período em que Truman Capote fez reportagens para o livro “A Sangue Frio”. Nesse período, o escritor desenvolveu uma estreita relação com Perry Smith (Clifton Collins Jr.), um dos assassinos.

A Companhia das Letras lançou o livro:

Segundo João Gabriel: 

  • Um livro com linguagem extremamente clara
  • Objetivo: busca de conhecimento
  • Entender o que leva alguém a fazer isso (idéia e execução do assassinato)
  • Observações/mergulho na realidade

 

“Vida de Escritor” de Gay Talese

 
Gay Talese foi repórter do New York Times e escreveu para grandes revistas americanas, como Times, The New Yorker e Harper´s Magazine. Na Esquire, foi autor da melhor matéria já publicada pela revista: Frank Sinatra Has a Cold, considerada por Tom Wolfe como a criação do New Journalism,  caracterizado por um trabalho de apuração de fatos rigorosa aliado a uma forma de narrativa anteriormente reservada a ficção. Escreveu perfis que entraram para a história do jornalismo, além do perfil de Frank Sinatra, escreveu sobre o jogador de baseball Joe DiMaggio e os boxeadores Floyd Patterson e Joe Louis.
 
Em 2009 Talese foi o convidado de honra da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP)  e esteve no programa Roda Viva da Rede Cultura.
Vale a pena assistir os melhores momentos da entrevista no Roda Viva aqui
 
 
O livro nada mais é do que a narração – franca, bem-humorada – de seus fracassos como escritor e jornalista. Pautas e idéias que nunca puderam ser desenvolvidas e publicadas, por vários motivos, encontraram lugar nessa autobiografia.
 
Gay Talese era fascinado por perdedores e fracassos. Há um pefil que escreveu para a revista Esquire onde Talese faz um retrato de Floyd Patterson depois de sua segunda derrota esmagadora para Sonny Liston.A luta:

Em uma época em que os negros ainda eram excluídos da sociedade americana,a disputa de título entre Liston e Patterson envolveu até o presidente da época John Kennedy. Ex-presidiário, Liston era apontado como o maior talento bruto da história do boxe, mas por conta de seu passado era visto pela sociedade preconceituosa como o “negro ruim”, “incontrolável”. Campeão, Floyd tinha a imagem no “negro bom”, católico e “inofensivo” para a sociedade branca. Depois de muita resistência, Patterson aceitou colocar o cinturão com a ajuda de um pedido de Kennedy. Vetada em Nova York por conta do passado de Liston, a luta foi parar em Chicago e não passou do primeiro round. Derrotado, Patterson pediu a revanche e um ano mais tarde também foi demolido em um round.

Aqui pode-se assistir as lutas
 
No livro: “The Silent Season of a Hero”, estão reunidos os textos de Talese acerca de assuntos esportivos.
 
 
 

Vanity Fair

Pra finalizar a palestra, João Gabriel falou da importância da revista Vanity Fair, dos seus textos densos, maravilhosos e elaborados, das fotos bem feitas.
E citou o perfil de Margaret Thatcher
 

Na internet:

Texto bem interessante sobre edições de textos, onde os editores mexem e, muitas vezes, salvam os textos dos autores.

 “Ler esses autores farão você se destacar e se diferenciar de tantos que já escrevem” (João Gabriel de Lima)

Pós Graduação Faap – Jornalismo como Genêro Literário

Campus São Paulo – Sede

Rua Alagoas, 903

11-3662-7449

pos.atendimento@faap.br

Data de início: Mar/ Abr 2012

Data de término: Dez/ Jan 2014

Manual do Candidato

 

 

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FILME

Título original: (The Story of a Murderer)

Lançamento: 2006 (França, Alemanha, Espanha)

Direção: Tom Tykwer

Duração: 147 min

O filme foi baseado no livro homônimo de Patrick Süskind com direção do alemão Tom Tykwer.

É o mesmo diretor responsável por “Corra, Lola, Corra”, de 1998, que tinha visual contemporâneo e edição de videoclip.

A história acontece França do século 18. Lá que nasceu Jean-Baptiste Grenouille, um órfão que veio ao mundo em pleno mercado de Paris. Segundo o narrador, um dos lugares com pior cheiro na cidade. Curioso que o sentido do olfato seja um dos poucos que ainda não puderam ser incorporados ao cinema, de modo que o diretor teve que se valer de outros sentidos para tentar passar os cheiros, que são tão importantes neste filme.

Tykwer mostra uma Paris que realmente parece mal cheirosa, suja, com suas ruas enlameadas, o chão do mercado coberto por restos de peixe, vermes, verduras, excremento. É neste ambiente que o recém-nascido Jean-Baptiste é abandonado pela mãe logo depois do parto. Ele é encontrado e levado a um orfanato, onde logo se vê que ele não é uma criança normal. A edição do filme mostra em planos rápidos as coisas que o bebê consegue cheirar com seu senso de olfato fora do comum.  Em dado momento vemos quando Jean-Baptiste, já crescido (interpretado por Ben Whishaw), vai parar nas ruas de Paris. Lá que ele descobre o cheiro mais maravilhoso que já sentiu, o do corpo de uma vendedora de frutas, que ele passa a seguir, e a garota acaba se tornando, acidentalmente, sua primeira vítima. Mas aparentemente ele nem se dá conta do que aconteceu. A única coisa que importa para ele é cheirar todo o corpo da moça, da cabeça aos pés. É então que descobre seu propósito na vida: ele quer descobrir como preservar o cheiro das coisas.

Jean Baptiste Grenouille

“Perfume” é daquele tipo de filme fascinante que, mesmo a contragosto, nos faz torcer pelo assassino. Jean-Baptiste é uma espécie de artista, misto de gênio e de psicopata, cuja vida complicada não lhe deu as condições mínimas de saber se comportar como um ser humano decente. Ele sem dúvida é um assassino, e cada vez mais calculista com o decorrer do filme, mas parece agir mais por instinto do que por maldade. Dustin Hoffman (fazendo o papelo de um perfumista italiano) passa a Jean-Baptiste seus conhecimentos em troca das fórmulas para novos perfumes, que lhe rendem uma fortuna. É também de Hoffman que Jean-Baptiste aprende que um bom perfume é feito com 12 essências (mais uma 13ª, que pode ser apenas lendária), que formam seus “acordes”. Jean-Baptiste parte para a cidade de Grasse onde aprende a técnica da “eflorescência”, que consistiria em retirar lentamente o perfume de uma flor enquanto ela está morrendo. Não demora muito, Jean-Baptiste está usando desses conhecimentos para tentar retirar a “essência” do próprio ser humano (ou, no caso, mulheres jovens e bonitas), que ele começa a matar para suas experiências.

Com o decorrer do filme, a história toma ares cada vez mais delirantes, fugindo do plausível e culminando com um final tão simbólico quanto poético.  

LIVRO

Patrick Suskind baseou a história de Perfume a partir da teoria dos impulsos sexuais de Freud, onde o olfato constitui um dos sentidos primordiais quando o homem ainda não tinha o total domínio da visão. Este livro é um dos melhores, na minha opinião, e o filme fez jus ao livro.

Trecho do livro

“… As pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.”

 

 

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