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O que: Palestra “O Jazz Como Espetáculo”, com o jornalista e crítico musical Carlos Calado

Quando: 29 Novembro 2011 – 20h

Onde: Sesc Pinheiros

Quanto: Grátis

Idealizado por Carlos Calado, o evento apresenta a trajetória do gênero, dos rituais de origem africana aos happenings e performances contemporâneas.

A análise será ilustrada por filmes e  vídeos de ícones como Louis Armstrong, Duke Ellington, Bill Evans e John Coltrane.

“O Jazz Como Espetáculo” é também o título de um dos livros do jornalista, autor de “Comédia dos Mutantes” e “Tropicália: a História de uma Revolução Musical”.

Carlos Calado é também responsável pela edição de coleções de jazz publicadas pela Folha de S. Paulo.

Dica: vale a pena passear pelo site de Carlos Calado, há textos e videos bem interessantes sobre Jazz, samba, soul, choro, blues, bossa nova, salsa, instrumental, hip hop, R&B, funk e outras vertentes musicais, em dicas, resenhas, entrevistas e coberturas de festivais

http://www.carloscalado.com.br/

 

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A dica de hoje é um disco que ficou perdido por 36 anos, que reúne Dizzy GillespieTrio Mocotó no Brasil……….

Ohhhhhhhhh

São apenas seis faixas apenas. As duas primeiras músicas, “Samba” e “The Truth”, são do pianista e compositor Michael Josef  ‘Mike’ Longo, que trabalhou com Dizzy (com quem dividiu o disco The Earth Is But One Country). O solo de trompete atravessa a seção rítmica de “Samba”,  já “The Truth” é mais experimental, com solos concêntricos de Dizzy costurando um percurso no meio da percussão. Em “Evil gal blues”, há um dueto com a cantora Mary Stallings. As duas faixas aparentemente criadas durante as sessões, “Dizzy’s shout/Brazilian improvisation” e “Rocking with Mocotó”  são creditadas ao trompetista.

 

O trompetista Dizzy Gillespie  foi um dos responsáveis pela modernização do Jazz e pelo alargamento de suas fronteiras, buscando conexões com os ritmos afro-cubanos, por exemplo.

A primeira vez que Dizzy desembarcou aqui no Brasil foi em agosto de 1956. Já nesta primeira visita, falou de seu fascínio por Dorival Caymmi. Em 1961 e 1963, voltou e elogiou a batida da bossa nova de João Gilberto. Em 1971, arrumou batucadas com sambistas de escolas de samba.

Em agosto de 1974 retornou ao Brasil disposto a inovações. 

Na visita que fez em 1974, tinha em mente, segundo executivos das gravadoras Philips e do selo americano Perception, fazer um disco inteiro em que o trompetista se faria acompanhar por cerca de 100 ritmistas brasileiros. Chegou a tocar com sambistas da Escola de Samba Mocidade Alegre de Padre Miguel. Mas gravar era um probloema. “Reunir 100 ritmistas para uma gravação foi a primeira ideia que os empresários tentaram tirar da cabeça de Dizzy”, relata reportagem do “Jornal da Tarde” de 14 de agosto de 1974.

Os produtores sugeriram que um único conjunto o acompanhasse.  E  após alguns ensaios, Dizzy acabou se entrosando com o Trio Mocotó, formado por Nereu Gargalo, João Parayba e Fritz Escovão.

Além do trio, estavam lá no estúdio Branca de Neve (surdo), Teo (cuíca), Rubetão, Jair e Carlinhos (pandeiros).

A banda de Dizzy incluía Mickey Roker (bateria), Al Gafa (guitarra) e Earl May (contrabaixo). Havia também Mary Stallings, uma cantora de São Francisco, muito influenciada por Carmen McRae, que Dizzy trouxe em sua comitiva anunciando como uma das prováveis sucessoras de Ella Fitzgerald.

“Dizzy chegou depois do almoço, por volta das 3 da tarde, e deu um chá de cadeira em todo mundo. Ficou uma hora fazendo meditação, deitado no chão do estúdio”, conta o percussionista João Parahyba.

Dizzy no Estúdio Eldorado

Durante 8 horas, no Estúdio Eldorado em São Paulo, Dizzy gravou com o Trio Mocotó. O plano era lançar o disco em janeiro do ano seguinte.

O resultado daquela sessão não ficou conhecido. Dizzy foi embora levando a master do disco debaixo do braço, porém nunca o lançou. Chegou a fazer discos híbridos de jazz e música brasileira, mas não se teve mais notícia daquela master. Até 2008, quando então a famigerada master de “sambabop” chegou às mãos do produtor Suíço Jacques Muyal, trazendo na capa feita à mão apenas uma foto do trompetista e a frase “Com o Trio Mocotó”. Muyal saiu em campo e, aos poucos, com a ajuda de, entre outros, o percussionista Parahyba (do Mocotó) e o jornalista Jotabê Medeiros,  identificou músicos, repertório, autores e estúdio para poder trazer à tona esse disco, lançado pelo selo Groovin’ High Records, e, no Brasil, pela Biscoito Fino.

Dizzy Gillespie – 1975 / FOTO © Paul Slaughter

“Entre os brasileiros, reencontrei a sonoridade ideal porque, para mim, música boa é aquela que, de um modo ou de outro, tem cor negra”, afirmou certa vez Dizzy 

Dizzy Gillespie

Ao lado de Charlie Parker, Lester Young, Thelonious Monk e Miles Davis, Dizzy Gillespie implantou uma das mais revolucionárias mudanças na face da música do século 20, criando o bebop. Deixou canções imortais do jazz, como “A Night in Tunisia” e “Salt Peanuts”. Filho de um pedreiro da Carolina do Sul, começou na música substituindo Roy Eldridge na orquestra de Ted Hill. Veio oito vezes ao Brasil, a última em 1991, quando tocou no extinto Free Jazz Festival com sua banda multiétnica United Nation Orchestra.

Sempre foi fascinado pela música brasileira. Na Europa, em shows na França em 1958 e 1962, tocou temas da bossa nova, como “Chega de Saudade”, “Manhã de Carnaval” e “Samba de Uma Nota Só”. Nos anos 60, aproximou-se da música cubana e projetou nomes como Paquito D’Rivera, Giovanni Hidalgo e Arturo Sandoval. Gravou mais de 100 discos e, ao morrer, aos 75 anos, no Englewood Hospital de Nova York, tinha câncer no pâncreas. Dizem que morreu dormindo, com uma de suas músicas, Dizzy’s Nine, tocando num gravador ligado.

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Tenho ouvido muita música, na minha opinião, das boas.

Vou compartilhar com vocês meu gosto musical.

Fiquem na expectativa, pois toda quinta terá um som novo pra alegrar os seus ouvidos.

Pra começar, DINAH WASHINGTON….Americana, cantora de jazz, blues e música religiosa

Passou três anos junto a banda de Hampton.

Gravou diversas música, e um de seus grandes sucessos foi a canção do astro country Hank Williams Senior “Cold Cold Heart”, 

Não gostava de gravar gospel, pois dizia que não gostava de misturar assuntos espirituais com profanos.

Morreu aos 39 anos de idade após ingerir inibidores de apetite com bebida alcoólica.

Quinta que vem tem mais………

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