Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘perfume’

FILME

Título original: (The Story of a Murderer)

Lançamento: 2006 (França, Alemanha, Espanha)

Direção: Tom Tykwer

Duração: 147 min

O filme foi baseado no livro homônimo de Patrick Süskind com direção do alemão Tom Tykwer.

É o mesmo diretor responsável por “Corra, Lola, Corra”, de 1998, que tinha visual contemporâneo e edição de videoclip.

A história acontece França do século 18. Lá que nasceu Jean-Baptiste Grenouille, um órfão que veio ao mundo em pleno mercado de Paris. Segundo o narrador, um dos lugares com pior cheiro na cidade. Curioso que o sentido do olfato seja um dos poucos que ainda não puderam ser incorporados ao cinema, de modo que o diretor teve que se valer de outros sentidos para tentar passar os cheiros, que são tão importantes neste filme.

Tykwer mostra uma Paris que realmente parece mal cheirosa, suja, com suas ruas enlameadas, o chão do mercado coberto por restos de peixe, vermes, verduras, excremento. É neste ambiente que o recém-nascido Jean-Baptiste é abandonado pela mãe logo depois do parto. Ele é encontrado e levado a um orfanato, onde logo se vê que ele não é uma criança normal. A edição do filme mostra em planos rápidos as coisas que o bebê consegue cheirar com seu senso de olfato fora do comum.  Em dado momento vemos quando Jean-Baptiste, já crescido (interpretado por Ben Whishaw), vai parar nas ruas de Paris. Lá que ele descobre o cheiro mais maravilhoso que já sentiu, o do corpo de uma vendedora de frutas, que ele passa a seguir, e a garota acaba se tornando, acidentalmente, sua primeira vítima. Mas aparentemente ele nem se dá conta do que aconteceu. A única coisa que importa para ele é cheirar todo o corpo da moça, da cabeça aos pés. É então que descobre seu propósito na vida: ele quer descobrir como preservar o cheiro das coisas.

Jean Baptiste Grenouille

“Perfume” é daquele tipo de filme fascinante que, mesmo a contragosto, nos faz torcer pelo assassino. Jean-Baptiste é uma espécie de artista, misto de gênio e de psicopata, cuja vida complicada não lhe deu as condições mínimas de saber se comportar como um ser humano decente. Ele sem dúvida é um assassino, e cada vez mais calculista com o decorrer do filme, mas parece agir mais por instinto do que por maldade. Dustin Hoffman (fazendo o papelo de um perfumista italiano) passa a Jean-Baptiste seus conhecimentos em troca das fórmulas para novos perfumes, que lhe rendem uma fortuna. É também de Hoffman que Jean-Baptiste aprende que um bom perfume é feito com 12 essências (mais uma 13ª, que pode ser apenas lendária), que formam seus “acordes”. Jean-Baptiste parte para a cidade de Grasse onde aprende a técnica da “eflorescência”, que consistiria em retirar lentamente o perfume de uma flor enquanto ela está morrendo. Não demora muito, Jean-Baptiste está usando desses conhecimentos para tentar retirar a “essência” do próprio ser humano (ou, no caso, mulheres jovens e bonitas), que ele começa a matar para suas experiências.

Com o decorrer do filme, a história toma ares cada vez mais delirantes, fugindo do plausível e culminando com um final tão simbólico quanto poético.  

LIVRO

Patrick Suskind baseou a história de Perfume a partir da teoria dos impulsos sexuais de Freud, onde o olfato constitui um dos sentidos primordiais quando o homem ainda não tinha o total domínio da visão. Este livro é um dos melhores, na minha opinião, e o filme fez jus ao livro.

Trecho do livro

“… As pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.”

 

 

 Tá em Choque?

GABI!

 

 

 

 

 

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: